Folha de S. Paulo - 24/11/2010 - Por Redação
Uma petição on-line pede que o escritor e compositor Chico Buarque devolva o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Ficção que ganhou pelo romance Leite derramado" (Companhia das Letras). "Chico, devolve o Jabuti!" foi criado no dia 13/11 e já reuniu, até ontem, 8.344 assinaturas. O abaixo-assinado ganhou repercussão ao ser citado no blog de Reinaldo Azevedo, colunista da revista "Veja". Azevedo foi o terceiro a assinar a lista. "Como pode o segundo lugar da subcategoria se transformar, depois, no primeiro lugar da categoria geral?", diz o texto da petição. Já em defesa do escritor surgiu uma outra petição on-line: "Chico Buarque, fique com seu Jabuti". "Fique com seu Jabuti, Chico, porque você venceu dentro das regras", argumenta o texto. [Para ler o artigo “Quem garfou Edney Silvestre”, de Luiz Schwarcz (Companhia das Letras), publicado originalmente na Ilustríssima/Folha de S. Paulo no dia 21/11 e ontem no PublishNews, clique aqui. Neste link você também encontra as outras matérias sobre esta polêmica envolvendo o Prêmio Jabuti.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Escritor Moacir C. Lopes morre aos 83 anos no Rio
G1
O escritor Moacir C. Lopes morreu , na madrugada deste domingo (21), no Rio de Janeiro. Aos 83 anos, Moacir morreu em casa, vítima de um câncer. O velório do corpo do escritor acontece desde o início da tarde deste domingo, na capela 4 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul. O enterro será às 17h no mesmo local.
Em 2010, Moacir comemorou 50 anos de literatura. Ele escreveu mais de 20 livros, como a biografia do imperador romano Calígula e o romance a Ostra e o Vento, adaptado para o cinema por Walter Lima Junior.
Moacir C. Lopes nasceu em Quixadá, no Ceará, e após completar os estudos em Fortaleza, se mudou para o Rio. Segundo os amigos, o escritor era um leitor compulsivo e adorava a literatura de cordel. Moacir criou o seu próprio método de criação literária, que resultou no livro “Guia prático da criação literária”, lançado pela Quartet Editora, em 2001.
O escritor Moacir C. Lopes morreu , na madrugada deste domingo (21), no Rio de Janeiro. Aos 83 anos, Moacir morreu em casa, vítima de um câncer. O velório do corpo do escritor acontece desde o início da tarde deste domingo, na capela 4 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul. O enterro será às 17h no mesmo local.
Em 2010, Moacir comemorou 50 anos de literatura. Ele escreveu mais de 20 livros, como a biografia do imperador romano Calígula e o romance a Ostra e o Vento, adaptado para o cinema por Walter Lima Junior.
Moacir C. Lopes nasceu em Quixadá, no Ceará, e após completar os estudos em Fortaleza, se mudou para o Rio. Segundo os amigos, o escritor era um leitor compulsivo e adorava a literatura de cordel. Moacir criou o seu próprio método de criação literária, que resultou no livro “Guia prático da criação literária”, lançado pela Quartet Editora, em 2001.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Editora Record fora do Jabuti
Folha de S. Paulo - Por Mônica Bergamo
O Grupo Editorial Record não vai mais participar do Prêmio Jabuti de literatura para "não compactuar com uma comédia de erros", segundo Sergio Machado, presidente da empresa, conforme informa Mônica Bergamo. Ele não se conforma com o fato de Leite derramado, de Chico Buarque, ter sido agraciado como "livro de ficção do ano", quando ficou em segundo lugar na categoria romance. "O Jabuti virou um concurso de beleza, com critérios de programas como os de Faustão e Silvio Santos", diz. O grupo enviou correspondência ontem à CBL dizendo ainda que a premiação deste ano foi "pautada por critérios políticos, sejam da grande política nacional, sejam da pequena política do setor livreiro-editorial". Procurada pela coluna, a CBL não se manifestou.
O Grupo Editorial Record não vai mais participar do Prêmio Jabuti de literatura para "não compactuar com uma comédia de erros", segundo Sergio Machado, presidente da empresa, conforme informa Mônica Bergamo. Ele não se conforma com o fato de Leite derramado, de Chico Buarque, ter sido agraciado como "livro de ficção do ano", quando ficou em segundo lugar na categoria romance. "O Jabuti virou um concurso de beleza, com critérios de programas como os de Faustão e Silvio Santos", diz. O grupo enviou correspondência ontem à CBL dizendo ainda que a premiação deste ano foi "pautada por critérios políticos, sejam da grande política nacional, sejam da pequena política do setor livreiro-editorial". Procurada pela coluna, a CBL não se manifestou.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Pirataria literária
Valor Econômico - 09/11/2010 - Por Redação
A polícia peruana apreendeu no fim de semana cerca de 1,3 mil cópias piratas do último livro de Mario Vargas Llosa, O sonho do celta. Llosa foi o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura neste ano. As cópias dos livros, que originalmente são editados pela espanhola Alfaguara, eram vendidos nas ruas de Lima por cerca de US$ 8. A apreensão causou surpresa entre as autoridades, já que não é comum encontrar versões pirateadas de obras literárias.
Segundo a BBC Brasil, a Argentina também está enfrentando problemas com a pirataria:
O aumento do número de casos de pirataria literária na Argentina, com cópias cada vez mais sofisticadas, preocupa a indústria de livros do país. "É um fenômeno que está crescendo. Talvez não seja tão visível como é no Peru, onde a economia informal é intensa. Mas a pirataria de livros está crescendo na Argentina e também no Chile", disse à BBC Brasil o porta-voz da editora Santillana, Augusto di Marco. Segundo ele, os falsificadores estariam explorando brechas nas leis argentinas e chilenas – mais duras com a pirataria do que as de outros países sul-americanos – para ampliar seus negócios. Especula-se no setor editorial que esta produção regional poderia chegar a 10% ou 15% do volume da indústria de livros. Os livros falsificados são vendidos no varejo até 50% mais baratos do que cópias oficiais.
A polícia peruana apreendeu no fim de semana cerca de 1,3 mil cópias piratas do último livro de Mario Vargas Llosa, O sonho do celta. Llosa foi o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura neste ano. As cópias dos livros, que originalmente são editados pela espanhola Alfaguara, eram vendidos nas ruas de Lima por cerca de US$ 8. A apreensão causou surpresa entre as autoridades, já que não é comum encontrar versões pirateadas de obras literárias.
Segundo a BBC Brasil, a Argentina também está enfrentando problemas com a pirataria:
O aumento do número de casos de pirataria literária na Argentina, com cópias cada vez mais sofisticadas, preocupa a indústria de livros do país. "É um fenômeno que está crescendo. Talvez não seja tão visível como é no Peru, onde a economia informal é intensa. Mas a pirataria de livros está crescendo na Argentina e também no Chile", disse à BBC Brasil o porta-voz da editora Santillana, Augusto di Marco. Segundo ele, os falsificadores estariam explorando brechas nas leis argentinas e chilenas – mais duras com a pirataria do que as de outros países sul-americanos – para ampliar seus negócios. Especula-se no setor editorial que esta produção regional poderia chegar a 10% ou 15% do volume da indústria de livros. Os livros falsificados são vendidos no varejo até 50% mais baratos do que cópias oficiais.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Racismo no Sítio do Picapau Amarelo?
O Conselho Nacional de Educação censurou o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, alegando que o mesmo possui conteúdo racista. Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco, em trechos da estória, que conta as aventuras de Pedrinho na caçada a uma onça. “Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano”, diz a conselheira que redigiu o documento, Nilma Lino Gomes, professora da UFMG. Entre os trechos que justificariam a conclusão, o texto cita alguns em que Tia Nastácia é chamada de “negra”. Outra diz: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão”. Em relação aos animais, um exemplo mencionado é: “Não é à toa que os macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens”. O CNE determinou a proibição do livro nas escolas públicas de todo o país.
A Academia Brasileira de Letras reagiu prontamente à tentativa de censura. Em reunião plenária realizada dia 4 de novembro, a ABL se posicionou “contra qualquer forma de veto ou censura à criação artística”. Os acadêmicos também apoiaram o Ministro da Educação, Fernando Haddad, que rejeitou o veto do CNE. Para os membros da ABL, cabe aos professores orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica. “Um bom leitor sabe que tia Anastácia encarna a divindade criadora dentro do Sítio do Picapau Amarelo. Se há quem se refira a ela como ex-escrava e negra, é porque essa era a cor dela e essa era a realidade dos afro-descendentes no Brasil dessa época. Não é um insulto, é a triste constatação de uma vergonhosa realidade histórica”.
Escritores como Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Pedro Bandeira, Ziraldo e outros mostraram-se contra a decisão, que ainda espera homologação do MEC. A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) divulgou carta enviada ao ministro da Educação Fernando Haddad solicitando que o órgão “defenda o valor da literatura como bem inestimável da cultura humana, não homologando o parecer do CNE”.
A Academia Brasileira de Letras reagiu prontamente à tentativa de censura. Em reunião plenária realizada dia 4 de novembro, a ABL se posicionou “contra qualquer forma de veto ou censura à criação artística”. Os acadêmicos também apoiaram o Ministro da Educação, Fernando Haddad, que rejeitou o veto do CNE. Para os membros da ABL, cabe aos professores orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica. “Um bom leitor sabe que tia Anastácia encarna a divindade criadora dentro do Sítio do Picapau Amarelo. Se há quem se refira a ela como ex-escrava e negra, é porque essa era a cor dela e essa era a realidade dos afro-descendentes no Brasil dessa época. Não é um insulto, é a triste constatação de uma vergonhosa realidade histórica”.
Escritores como Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Pedro Bandeira, Ziraldo e outros mostraram-se contra a decisão, que ainda espera homologação do MEC. A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) divulgou carta enviada ao ministro da Educação Fernando Haddad solicitando que o órgão “defenda o valor da literatura como bem inestimável da cultura humana, não homologando o parecer do CNE”.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
As contradições de um anti-herói

Ian McEwan
Editora Companhia das Letras
Quem vai gostar de ler: quem aprecia uma boa história, mesmo sem ação alucinante a cada página. Alerta: discursos ecológicos são mais frequentes que diálogos!
SOLAR gira em torno do assunto da moda no momento: ecologia. Mas, ao contrário do insuportável discurso ecológico politicamente correto que cerca o assunto, McEwan foca na incoerência entre as ideias e as ações de pessoas que fazem da ecologia uma bandeira. O personagem principal, Michael Beard, é um cientista que ganhou um Nobel de física, e vive das glórias deste prêmio. Beard é convidado para palestras, recebe homenagens e é chamado para presidir o importante Centro Nacional de Energia Renovável da Inglaterra. No entanto, Beard pouco se importa com o assunto que o cerca. Ele só se interessa pelo dinheiro, a posição e as mulheres que sua fama traz. A infidelidade e a obsessão por Patrice, sua sexta mulher, desencadeia vários acontecimentos que resultam em um acidente que muda a vida de Beard. Mas não seu discurso vazio. Através da ecologia, Beard se tournou "auto-sustentável". E uma fraude.
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