segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os 35 anos de um grande livro

Nos tempos da ditadura, qualquer forma de expressão era controlada, para que nada fosse dito contra o regime em vigor. Escrever livros ou música exigia do artista dizer tudo que era preciso, parecendo não estar dizendo nada. Zero, de Ignácio de Loyola Brandão é considerado um dos maiores representantes da literatura nacional, nos anos de chumbo. O livro é uma metáfora das crueldades da ditadura, retratada através de diversas histórias como a do casal que vive entre tapas e beijos, o menino que tinha música na barriga, uma feira de aberrações. O livro foi publicado primeiramente na Itália, em 1976. No ano seguinte, foi publicado no Brasil. Em 1976, foi censurado pela Justiça Federal e sua venda proibida em todo o país. A publicação só seria liberada pela censura em 1979. A partir daí, foram 12 edições no Brasil e traduções para diversos países.

Para comemorar os 35 anos de Zero, a Global apresenta a edição comemorativa da obra. Com um projeto gráfico assinado pelos designers Eduardo Okuno e Mauricio Negro, Zero - 35 anos (Global, 390 pp., R$ 65) trará, ainda, as vinte capas de todas as edições publicadas no exterior e o making off da obra. São cem páginas a mais em que se relata como e por que Zero foi escrito, a sua trajetória internacional, a proibição, o sucesso, a sua estrutura diferenciada e seu impacto.

ZERO
Ignácio de Loyola Brandão
Editora Global

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